segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Hardcoresitting

O esporte radical adaptado(uma espécie de skate,adaptado para cadeirantes) foi criado em Las Vegas, Cálifórnia, por Aaron Fotheringham,17 anos, com lesão medular e que usa cadeira de rodas. Filho de skatistas, que desde cedo, apresentaram os ralfs ao garoto. Ele acompanhava o irmão à pista de BMX (Bike Freestyle). Algum tempo depois, Aaron resolveu dropar da rampa, gostou, uma ousadia que deu certo. As imagens correram o mundo pela internet, espalhando, assim, o esporte.
Pablo Moya, psicólogo desportivo, dirige a equipe de basquete sobre rodas de São José dos Campos-SP, conheceu o esporte na Califórnia e resolveu trazê-lo para o Brasil, contando, hoje, com 3 atletas:
Adriel Silva, 17 anos, com Paralisia Cerebral;
Fernando Mendes, 26 anos, com Lesão Medular;
Carlos, 15 anos, com Lesão Medular.
Por ser um esporte novo no Brasil, é pouco conhecido. Ainda não houve competições. Por enquanto, realizam apresentações em várias cidades do Brasil, a exemplo de São José dos Campos, na edição do Ação Juventude. No dia 6 de fevereiro, foram uma das principais atrações, causaram grande entusiasmo aos participantes do evento no Poliesportivo da Vila Tesouro, fazendo com que a Assessoria de Políticas para Pessoas com Deficiência(APDE) estude a possibilidade de inserir o hardcore sitting em outras edições do Ação.
Já está em desenvolvimento uma cadeira apropriada, pois as usadas, atualmente, são adaptadas para certas funções, como, corrimão etc...
A equipe está em busca de patrocínio para o ano de 2010, o que poderá fomentar o esporte, trazendo mais atletas e, futuramente, passar de apresentações para torneios e campeonato brasileiro.
Para Fernando Mendes Junior, este esporte é mais uma forma de incluir a pessoa com deficiência e mostrar que seus limites São totalmente superáveis, quando se tem coragem, determinação e persistência. “Seu intuito, como um todo, com certeza é a superação; mostrar que não há limites, é vencer as barreiras do preconceito que nos cerca todos os dias e que há muito a ser vivido, mesmo depois de uma lesão”
Adriel, Fernando(descendo a rampa) e Carlos

Adriel

Adriel

Adriel, Carlos e Fernando Mendes Junior

Contato:
Pablo Moya Ruiz de Abreu: pablo.moya@terra.com.br
Maria Carolina Kobylanski: carolkobylanski@hotmail.com
Adriel Silva: adrielsilva22@gmail.com
Carlos: juninhu_eumesmo@hotmail.com
Fernando Mendes: fer.ador.ador@hotmail.com

domingo, 17 de janeiro de 2010

Viver a Vida... Luciana volta a ser Top !

Após acidente, Luciana (de Viver a vida, novela da Rede Globo), que ficou tetraplégica, posa para as câmeras de Ingrid.(capítulo que vai ao ar, nesta segunda-feira 18), a ajuda da enfermeira é fundamental. Sem ela, para posicionar Luciana durante o ensaio, a sessão não seria possível. Mas o resultado é belíssimo.
Mesmo na cadeira de rodas (que Luciana temia que pudesse tirar a beleza das fotos), a modelo arrasa.
Aliás, sua profissão faz toda a diferença. Luciana, mesmo que guiada por Ingrid durante os cliques, ajudando-a a explorar seus melhores ângulos, tirou as fotos, que ficaram excelentes.
No fim, Ingrid e suas assistentes ficaram lisonjeadas, por poderem realizar trabalho tão bacana com a modelo. Miguel completa, meio de brincadeira, meio sério: “Não sabia o que era fotografar uma top”.
Fonte http://viveravida.globo.com/Novela/Viveravida/Fiquepordentro/0,,AA1707784-17526,00.html


Foto TV Globo/Divulgação

Neste caso, aquela clássica frase de que a “Arte imita a vida” se aplica muito bem, pois, há 7 anos, a fotógrafa e publicitária, Kica de Castro, vem desenvolvendo o mesmo trabalho, que, em seu início, teve o mesmo objetivo retratado pela novela: resgatar a auto- estima das pessoas com deficiência(chamou isso de Fototerapia), principalmente das mulheres, que se preocupam mais com a estética, em manter-se bonitas e sensuais. Com o passar do tempo, esse trabalho ultrapassou as fronteiras da terapia física e mental e ganhou essência profissional. Nessa atitude de ousada inovação, abriu as estreitas portas do estigmatizado e padronizado mundo fashion, para que deficientes físicos pudessem mostrar a todos e provar para si mesmos que possuem e podem, sim, exibir seus talentos em toda e qualquer área, incluindo o mundo da moda . Prova disto é que a ideia de Kica de Castro saiu dos limites do estúdio , para ganhar amplitude nas passarelas, com diversos convites para desfiles em São Paulo e outros estados, como Goiânia, MG e PR... .Além da importância profissional na vida de cada modelo, um outro papel fundamental desses eventos é o de ampliar a visão do que é e como é realizar a verdadeira inclusão, já que muitos não são direcionados somente para pessoas com deficiência física, como num desfile realizado em São Paulo, onde uma modelo amputada de uma perna desfilou de forma exuberante e tão igual, junto às outras modelos sem deficiência, arrancando aplausos calorosos de todos os presentes.
Espero que Luciana avance em suas perspectivas e que, assim como no caso da vida real, deixe de ser algo somente para melhorar sua auto-estima e se torne seu trabalho, para mostrar ao grande público e, até mesmo, para muitos deficientes que estejam passando pela mesma situação, que é possível ser feliz e realizar seus sonhos profissionais e pessoais, mesmo estando numa cadeira de rodas. Basta entendermos que a cadeira, para nós, não é prisão, e, sim, uma forma de liberdade e autonomia para nossa nova condição de vida.
O que nos aprisiona, realmente, é a forma como canalizamos os pensamentos em nossos limites, afinal o pensamento liberta o corpo!

Conheça algumas "Lucianas" da vida real:



Caroline Marques, 29 anos - paraplégica
" Todos veem a mulher que sou, a cadeira é apenas um detalhe."
Modelo fotográfico e de passarela.

Patricia Lopes,25 anos - paraplégica
"Tinha tudo marcado para começar a ser modelo,
aí veio
o acidente. Pensei que nunca mais iria realizar esse sonho."


Carina Queiroz, 30 anos - paraplégica
“Estar de bem com a vida, é saber aceitar o corpo
do jeito que é e entender que mesmo numa cadeira de
rodas posso ser uma mulher bonita, uma mulher sensual”

Camila Mancini, 20 anos, Paralisia Cerebral- quadriplégica.
“Quando fiz as fotos, como toda mulher retratada por um profissional,
senti-me mais bonita, descobrindo formas de posar de maneira não
convencional, quando se pensa numa cadeirante.”

Diolice da Silva Barbosa, 21 anos, tetraplégica.
" Por ser tetraplégica, achava que a proposta de ser
modelo era loucura. Quando fiz as fotos, descobri que
posso dar ao meu corpo os movimentos que eu quiser.
Agora nada me impede de ser modelo

Jack Brisse, 29 anos - lesão medular
"Acima de tudo, sou uma bela mulher!"

Eliane Santos, 30 anos, Bahia
“ Ser fotografada por Kica era meu sonho, viajei da Bahia até São Paulo,
seguindo mais de 600 km, até a cidade de Presidente Prudente, onde
ocorreu o Caça Talentos”, uma busca de novos modelos para o casting
de sua agência. Valeu a pena correr atrás de meu sonho, já estou colhendo os frutos.”


Alguns trabalhos publicitários:


Haonê Thinar, Dudé e Flavia

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Se Liga! Desliga!

Pessoal, como estão acostumados, em meu blog, falo sobre assuntos que envolvem a deficiência e seus afins... Mas, com os fatos que vêm ocorrendo pelo descontrole da natureza, não poderia deixar de abordar este assunto e apontar projetos que tentam minimizar esses estragos no meio ambiente.

Na virada do ano, tudo que desejamos é saúde, paz, amor, felicidade, conquistas... Acho que está mais do que na hora de acrescentarmos a esses desejos uma importante “atitude:” Mais cuidado com a natureza! "
O começo de 2010 foi marcado com as primeiras notícias no Brasil, carregadas de tristeza, desespero, dor, pela grande tragédia em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, e Ilha Grande, São Paulo, ceifando vidas de seres cheios de planos.
A cada ano, os desastres ecológicos vêm crescendo no Brasil e no mundo, os ecossistemas estão ameaçados pelo descuido do homem.


Nicholas Serrano/AE
Área onde a Pousada Sankay estava localizada na Praia do Bananal,
em Ilha Grande, litoral sul do Estado do Rio de Janeiro. A Defesa Civil
contabiliza 24 mortos; 17 em Ilha Grande e 7 no centro de Angra dos Reis
Fonte: R7 Noticias/

Está na hora de tomarmos providências e nos unir, para salvar o que nos resta da natureza.
Já comecei, há algum tempo, a mudar meus hábitos, como ficar menos tempo no banho, desligar a luz do cômodo, ao sair dele.
Recentemente, conheci uma pessoa muito especial, Jonhnes Carvalho, preocupado com as questões ambientais, sempre procurando formas práticas de garantir a sustentabilidade. Apresentou-me uma campanha muito interessante, à qual todos podem aderir. Trata-se de um projeto que visa à redução da emissão de CO2 no planeta.
Tudo começou no terceiro ano do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Adventista de São Paulo, onde os alunos são desafiados a produzir três campanhas, entre elas uma campanha ideológica.
Foram desafiados a fazer uma campanha que juntasse pequenas atitudes e fizesse a diferença, a impactar o maior número de pessoas, a tal ponto, que elas também aderissem a ideia. Após algumas pesquisas, o grupo decidiu criar uma campanha que incentivasse as pessoas a saírem do MSN, enquanto não estivessem no computador, pois assim economizariam energia em suas casas e nos servidores da Microsoft, já que os mesmos funcionam normal, mesmo quando o computador está em Stand By. Com a boa aceitação da ideia, foram novamente desafiados a ampliar a abrangência do projeto e cuja campanha incentivasse as pessoas a desligarem o computador.
Após mais algumas reuniões e pesquisas, perceberam a necessidade que as pessoas têm de tirar um tempo para elas mesmas, de voltarem a praticar, na vida real, atividades que hoje fazem on-line, muitas vezes alienados e automatizados; e principalmente da importância de desligarem o computador, enquanto não o estivessem utilizando, ajudando, assim, não só à vida social como também a economizar energia e a reduzir as emissões de Co2 geradas pelos servidores de internet. Isto mesmo, a internet também polui!
Mas como seria possível conseguir essa façanha, já que o computador se tem tornado instrumento indispensável para a maioria das pessoas em seu trabalho, escola e, até mesmo, na hora do lazer?
Com essa missão quase impossível nas mãos, surgiu, então, a ideia da campanha 1h100Pc "Se Liga! Desliga!", onde se propôs que as pessoas desligassem seus computadores 1 hora por dia e aproveitassem esse tempo, para praticar atividades que não consumissem energia.
Após a apresentação da campanha, foi ela aceita com grande êxito, tomou tamanha proporção, que conta, hoje, com mais de 3 mil cadastrados nas redes de que participam, tendo grande divulgação nos meios de comunicação. Sites, blogs e twitter acabaram ganhando a simpatia de Paulo Coelho, Sheila Carvalho, Thalita Lipi, incluindo conselhos do cantor Netinho.


A ideia se tem espalhado cada vez mais e a equipe está trabalhando em vários projetos, que irão apoiar a ideia inicial de cadastrar 1 milhão de pessoas no site. Com isto, pretende conscientizar a população sobre a importância do quanto é necessário respeitarmos os limites da natureza, para garantir nossa própria existência e evitar tragédias que vêm ocorrendo frequentemente.
E com muita honra, a partir de agora, também faço parte dessa luta, integrando a equipe da campanha, a convite do meu amigo Jonhnes Carvalho, um dos idealizadores do projeto.
O meu lema para e 2010 será: "Se liga! Desliga!"
E o seu???


Para saber mais, acesse: http://www.1h100pc.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Esquema é Superar!

Na manhã deste sábado, apesar do tempo fechado, cerca de 500 pessoas, vindas do interior de São Paulo, Rio de Janeiro e Argentina, participaram da 6ª Passeata do Movimento SuperAção, na luta por inclusão e acessibilidade. O evento também celebrou o “Dia Internacional da Pessoa com Deficiência”, que é comemorado no dia 3 de dezembro.
A manifestação ocorreu no centro de São Paulo, passando pela Rua Xavier de Toledo, o Viaduto do Chá, até a Praça do Patriarca, alertando para as grandes dificuldades de acesso à região e mostrando que ainda há muito para ser feito.
Sob olhares curiosos e até espantados com tantas pessoas com deficiência ao mesmo tempo, as pessoas que passavam pelas calçadas e carros na pista, ao lado, não sabiam para onde olhar, o que falar ou perguntar. Ouvi alguns comentários maldosos, preconceituosos, de apoio, admiração, enfim, de todas as formas; um deles como: “Nossa, onde se escondia esse povo todo?! E o curioso é que são bonitos e alegres!” (Como se deficiente tivesse que ser feio e triste).
Mostramos-lhes, com bom humor e, acima de tudo, com muita responsabilidade, que estávamos ali vivendo e lutando por tudo aquilo que é necessário a qualquer ser humano, com ou sem deficiência, que é o direito de ir e vir, a fim de que os que têm menos oportunidade de reivindicação e a nova geração que está aí vivam a inclusão e a acessibilidade com plenitude.
Confira as imagens













Conheça mais do Movimento SuperAção: http://www.movimentosuperação.org.br/

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Valor da Vida Humana

O ser humano nasce limitado, com o período de vida útil, com prazo de validade. Muitos não percebem essa realidade, pensam ter um poder ilimitado.
Quando perdemos, de alguma forma, nossas habilidades naturais e necessitamos de auxílio para realizar nossas atividades, quer seja uma situação temporária ou não, é que percebemos que nosso poder de autossuficiência é totalmente ilusório. É nesse instante que percebemos, com clareza, que nossa vida é frágil, suscetível a várias mudanças.
Essa limitação devia restringir-se ao físico, deixando a mente ou espírito imune à degeneração. Mas não é bem isto que ocorre. Quantas e quantas vezes nos deparamos com corpos “perfeitos” e mentes deficientes de espíritos inválidos!
E muitas vezes nos deparamos com mentes privilegiadas, espíritos elevados na bondade, na ética e praticantes daquilo que, por milênios, nos foi ensinado: O amor ao próximo, em físicos deficientes.
Então por quê a humanidade é tão discriminatória e age de forma hesitante, quando se trata de um deficiente físico, se, enquanto corpos, somos finitos e só o espírito permanece?
A arte é uma das formas mais puras de representação do espírito e permanece além da efêmera vida do corpo físico. Como exemplo disto, temos Beethoven. Quem não se emociona, ao ouvi-lo? Considerado uns dos grandes gênios de nossa história, não permitiu que a surdez e a ignorância do preconceito abafassem seu imenso talento.
O preconceito para com a deficiência física ocorre, porque ela incomoda, é visível, constrange alguns, enquanto o deficiente de espírito, o aleijado moral não têm “defeito aparente”, são considerados mais valorosos, o que é um grande engano, pois muitas vezes denigrem a espécie humana.
Minha deficiência me proporcionou uma lição que deveria ser aplicada na vida de todas as pessoas: a descoberta do imenso potencial humano, da valentia e do destemor, com que devemos manter a luz acesa, o espírito aberto e criativo, bem como exercer a maior de todas as artes: viver com dignidade!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Turma da Febeca

Turma da Febeca - Trata-se de um projeto de HQ, onde os protagonistas são deficientes ou com alguma patologia, que conta o dia-a-dia de crianças e adolescentes em fase escolar e cuja deficiência ou patologia não as diferencia das outras. Há meninas levadas, teimosas, animadas, comportadas, que fazem muitas estripulias. Todavia, não deixam de viver situação alguma por estar numa cadeira de rodas ou usando muletas ou próteses...

O autor do projeto, Victor Klier, desde criança gostava de criar personagens. Morava num sítio (no interior do RJ) e, nessa época, já transformava os animais que lá viviam em personagens e histórias. Após o falecimento de seu pai, ele e sua mãe foram morar na capital e lá começou a fazer cursos de desenhos, entre outros. Aos 20 anos, foi trabalhar na equipe do cartunista Ziraldo, onde aprendeu a escrever para o publico infantil, que já era seu dom natural. Ao contrário da maioria, com um currículo já enriquecido de experiências, aos 25 anos entrou na faculdade, formou-se em jornalismo, trabalhou em publicidade, com produções de cinema e teatro. Escreve textos, para montar uma peça futuramente, onde fala sobre o amor platônico, a dramaticidade de um homem solteiro que se sabota em todas as situações amorosas, profissionais e se esconde por trás de um personagem que criou, para viver.Dentre tantas atividades, o que predomina são as HQs. Apesar de ser desenhista, atua como roteirista de publicações de Ziraldo e outros autores. Victor tem várias criações ainda não publicadas. A mais divulgada atualmente, o projeto Turma da Febeca, começou com o desejo de criar algo diferente. Foi quando ele teve a idéia de criar um personagem cadeirante, a Fernanda, inicialmente criada para outro autor, com papel secundário dentro da turma. Acabou não lhe dando andamento, por divergências ideológicas. Porém, ele não desistiu e resolveu dar continuidade a sua idéia. Para tanto, em 2006 resolveu estudar mais sobre o assunto, passou a pesquisar, na Internet, meninas com deficiência, que tivessem o perfil da personagem e estivessem em fase escolar. A primeira que conheceu coincidiu com o nome da personagem que havia criado, Fernanda. Mais tarde, entrou em contato com Rebeca, para não haver problema com o projeto criado para o outro autor. Victor quis aproveitar o personagem, mas mudou o nome e pensou em unir o nome das duas meninas que conheceu, Fernanda Willeman e Rebeca Shenem. Assim nasceu Febeca. Ficou em dúvida quanto ao nome, mas numa conversa com a atriz Paloma Duarte, que conheceu seu projeto, a estrela gostou muito do nome e sugeriu que o mantivesse. As pesquisas foram-se estendendo, pois entrevistar as meninas fez com que Victor percebesse que o objetivo maior dos jovens deficientes era ser retratados de forma normal, sem o tão usual termo “politicamente correto”; quando o assunto eram questões como essas; queriam ver-se em situações pelas quais e qualquer criança ou adolescente passa, como aprontar travessuras, levar bronca na escola, sair, brincar e ter amigos que hajam com naturalidade diante de sua deficiência, fugindo daquela tradicional e errônea idéia de que o deficiente merece olhares de pena; e aquela famosa frase “oh coitadinho, tão bonitinho e desse jeito”.Não gostamos disto, não é porque estamos numa cadeira de rodas, usando uma muletinha básica ou prótese, que devemos ouvir frases como estas. Nós produzimos, pensamos e por vezes nos destacamos nos estudos, trabalho, conseguimos feitos maiores que daqueles não chamados de “coitadinhos”, os ditos “normais”, que aparentemente levam uma vida de grandes vitórias.
Victor, foi capaz de enxergar este lado, que por muitos passa desapercebido, na maioria dos casos, pela má informação, que é a mãe da ignorância e do preconceito.
Como resultado das pesquisas e entrevistas com diversas meninas, Victor foi descobrindo (ao contrário do que ele imaginava) que eram diversas as deficiências e motivos por alguém estar numa cadeira de rodas. Assim, o projeto que iniciou com um personagem, cresceu e hoje conta com dez meninas, duas com lesão medular (a paraplégica Febeca e a Tetraplégica Nenê), duas com paralisia cerebral (Mila, que é quadriplégica, cadeirante e caminha com ajuda de alguém segurando em seu quadril, e a Ana, que caminha com ajuda de muletas e tem um comprometimento na fala); uma amputada (Tati), uma anã (Polin), uma cega (Iara), uma com câncer (Jana), uma com amiotrofia espinhal (Lara) e uma com síndrome de down (Lili). Conta, ainda, com cinco meninos: o Cuca, que tem diabetes; Dudu, que tem TOC; Lolo, que é surdo; Beto, que tem HIV; e Fabinho, que é autista.

Em parceria com o estúdio de criação Megatério, do RJ, Victor vem trabalhando seu projeto desde 2006, contando com apoio de alguns artistas, ganhando destaque em jornais locais, nas regiões onde moram as meninas que o ajudaram. Mas a primeira participação efetiva e oficial da Turma da Febeca aconteceu somente em maio de 2009, uma importante parceria com a TV Assembléia canal 16 NET, de Porto Alegre-RS, no programa Faça a Diferença, que promove os direitos humanos e o respeito à diversidade, que contará com uma vinheta de abertura e cartoons relacionados à entrevista, dentro do quadro Tocando a Vida – Com a Turma da Febeca, apresentado por Juliana Carvalho e Camila Nunes.
Graças a essa parceria, o projeto ficou conhecido no estado do Rio Grande do Sul, gerando uma outra parceria, após contato com o secretário Tarcízio Teixeira Cardoso da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social, de Porto Alegre, com cartilhas educativas, sendo o lançamento na feira do livro na capital gaucha, no dia 06/11/2009, divulgação com a qual espera-se abrir portas para o projeto em outros meios de comunicação, agora também com uma página de historinha publicada em cada edição da Revista Sentidos (Editora Escala) . Também em andamento com o estado do RJ e mais dois estados.

Conheça os personagens








Conheça, também, um pouco de cada uma das "Meninas do projeto" que colaboraram com Victor e o inspiraram a realizar o projeto com mais realidade.












Finalizo com uma frase que Janynha sempre usou: "Lutar sempre, vencer, se possível, desistir Jamais!"


Montagen das fotos http://www.stetnet.com.br/puglisi/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Revista Bloom

Mais uma matéria de Kica de Castro em Presidente Prudente.
Confira:



Modelos: Douglas Kato e Camila Mancini.