Há momentos em nossas vidas que nos deparamos com exemplos de força, fé, determinação e, principalmente, superação. São características capazes de produzir grande estímulo em outras pessoas que, porventura, estejam passando por situações semelhantes à que será relatada nesta matéria.

É o caso de Mari Sabel, 37, que, no auge de seus 18 anos, então uma menina cheia de planos, quase teve interrompidos os seus sonhos por causa de um grave acidente de automóvel, que a deixou tetraplégica. “De repente, me vi num leito de hospital, sem conseguir movimentar sequer a cabeça. Minha primeira sensação foi a de incapacidade total (acho que quase todos se sentem assim), mas logo me veio uma força, incapaz de decifrar em palavras, que me fez acreditar em dias melhores, em recuperação, em vida pós-trauma”,conta.
Mari relata que, na época, foi um choque para toda a família e amigos que, até então, não tinham qualquer conhecimento ou informação sobre o assunto. As circunstâncias exigiram um longo processo de adaptação, cerceado por diversas duvidas e medos. Enquanto a maioria chorava ou tentava engolir o choro para disfarçar, ela fazia com que as pessoas se sentissem bem e mostrava que estava ali, inerte, mas viva! “Vivi todos os momentos de recuperação, toda dor, angustias, decepções, mas consegui valorizar muito mais os momentos de pequenas melhoras, às quais me apeguei com determinação, com muita vontade de viver. A partir daí, foi continuar com meus planos e sonhos, somente adaptando-os àquela nova condição de vida”, acrescenta.
Das várias histórias vividas por Mari Sabel, todas deixaram marcas importantes em sua vida, mas a que considera uma das mais profundas foi ter conhecido um homem desprovido de preconceito, que rendeu-se aos seus encantos e reaprendeu a viver de forma diferente da convencional, ao lado de uma mulher cadeirante. Em pouco tempo veio o casamento e, logo em seguida, a gravidez, para surpresa dos mal informados, que sempre pensam que deficientes físicos não têm vida sexual, ou mesmo que não podem ter filhos. ”Andava de blusas bem curtas ou rendadas, para mostrar ao mundo que estava gerando uma nova vida. Sempre foi meu orgulho! Aliás, meu não, pois como filha mais velha, foi o primeiro neto da casa. Então, imagine só como era tratado pelos avós, tios, primos e, principalmente, pelos pais”, comenta Mari, orgulhosa e em tom de mamãe coruja.

É o caso de Mari Sabel, 37, que, no auge de seus 18 anos, então uma menina cheia de planos, quase teve interrompidos os seus sonhos por causa de um grave acidente de automóvel, que a deixou tetraplégica. “De repente, me vi num leito de hospital, sem conseguir movimentar sequer a cabeça. Minha primeira sensação foi a de incapacidade total (acho que quase todos se sentem assim), mas logo me veio uma força, incapaz de decifrar em palavras, que me fez acreditar em dias melhores, em recuperação, em vida pós-trauma”,conta.
Mari relata que, na época, foi um choque para toda a família e amigos que, até então, não tinham qualquer conhecimento ou informação sobre o assunto. As circunstâncias exigiram um longo processo de adaptação, cerceado por diversas duvidas e medos. Enquanto a maioria chorava ou tentava engolir o choro para disfarçar, ela fazia com que as pessoas se sentissem bem e mostrava que estava ali, inerte, mas viva! “Vivi todos os momentos de recuperação, toda dor, angustias, decepções, mas consegui valorizar muito mais os momentos de pequenas melhoras, às quais me apeguei com determinação, com muita vontade de viver. A partir daí, foi continuar com meus planos e sonhos, somente adaptando-os àquela nova condição de vida”, acrescenta.
Das várias histórias vividas por Mari Sabel, todas deixaram marcas importantes em sua vida, mas a que considera uma das mais profundas foi ter conhecido um homem desprovido de preconceito, que rendeu-se aos seus encantos e reaprendeu a viver de forma diferente da convencional, ao lado de uma mulher cadeirante. Em pouco tempo veio o casamento e, logo em seguida, a gravidez, para surpresa dos mal informados, que sempre pensam que deficientes físicos não têm vida sexual, ou mesmo que não podem ter filhos. ”Andava de blusas bem curtas ou rendadas, para mostrar ao mundo que estava gerando uma nova vida. Sempre foi meu orgulho! Aliás, meu não, pois como filha mais velha, foi o primeiro neto da casa. Então, imagine só como era tratado pelos avós, tios, primos e, principalmente, pelos pais”, comenta Mari, orgulhosa e em tom de mamãe coruja.

Mas as surpresas (e boas surpresas) não pararam no nascimento de seu filho. Pensando já ter encontrado todas as formas de superação, Mari descobre o talento para as artes plásticas. “Foi paixão à primeira vista”, exclama. De terapia e passatempo, tornou-se profissão e fonte de renda do casal, trabalhando juntos, ela e o marido. Mari tem os movimentos das mãos limitados, pinta com a ajuda de manguitos (adaptações para as mãos), pois só recuperou parte dos movimentos dos braços. Mesmo assim, isso não a impede de pintar quadros de quase dois metros. Além das telas, também desenvolveu uma linha de artesanato capaz de gerar inveja em qualquer ser humano fisicamente apto. Confira abaixo













Não bastasse tantos adjetivos e vitórias, com belos olhos azuis, encantou a nossa já conhecida fotógrafa Kica de Castro, que a convidou para fazer parte de seu casting.
Mari poderia ser mais uma na multidão da diversidade, mas preferiu fazer a diferença, mostrando que tudo é possível.
“Como mulher e cadeirante, posso afirmar que a vida não se limita ao que vemos, vai muito mais além. Acima de tudo, ou de qualquer problema físico, a beleza está muito mais dentro do que fora de cada um. Isso depende do transparecer a auto-estima e a honestidade consigo mesma. E se tenho de passar por isso, o farei da melhor forma. E concluo dizendo que, por muitas vezes, só através das dores percebemos a magnitude da vida!”, finaliza.
“Como mulher e cadeirante, posso afirmar que a vida não se limita ao que vemos, vai muito mais além. Acima de tudo, ou de qualquer problema físico, a beleza está muito mais dentro do que fora de cada um. Isso depende do transparecer a auto-estima e a honestidade consigo mesma. E se tenho de passar por isso, o farei da melhor forma. E concluo dizendo que, por muitas vezes, só através das dores percebemos a magnitude da vida!”, finaliza.
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